Ponte Marcelino Machado é implodida em São Luís

A Ponte Marcelino Machado, sobre o Estreito dos Mosquitos, foi implodida por volta das 11h de 1º de novembro de 2026. Imagens registraram partes da estrutura cedendo após a detonação.

Construída em 1960, a ponte integra a BR-135 e estava interditada desde abril de 2026, depois que inspeções apontaram problemas estruturais. A demolição faz parte do projeto de reconstrução da travessia.

A operação ocorreu na entrada de São Luís, no Maranhão, e foi coordenada pela Defesa Civil municipal com outros órgãos. Segundo o comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão (CBMMA), coronel Célio Roberto, moradores de casas próximas foram retirados antes da implosão.

A travessia liga a capital maranhense ao continente e é usada por veículos de carga e no abastecimento da cidade. A estrutura paralela, no sentido de saída de São Luís, não foi demolida.

Implosão da estrutura interditada e operação na BR-135

O comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão (CBMMA), coronel Célio Roberto, informou que o vão central caiu dentro da área prevista para a demolição e ficou completamente submerso. Segundo ele, a implosão foi concluída com êxito.

Para a operação, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) programou o bloqueio total da BR-135 entre 10h e 16h, mas a rodovia foi liberada às 15h. Os pontos de interdição ficavam no km 22, na saída de São Luís, e no km 40, em Bacabeira, para os veículos que seguiam em direção à capital.



Às 10h, a Defesa Civil de São Luís emitiu um alerta sonoro extremo para avisar sobre a demolição e orientar a população a se afastar da área. A operação teve participação de diferentes órgãos, com medidas voltadas à segurança de moradores, motoristas e equipes.

Problemas estruturais e reconstrução da ponte

As avaliações do DNIT apontaram deslocamento de blocos de concreto, corrosão da camisa metálica, fissuras, oxidação das armaduras e perda de rigidez estrutural. A parte demolida tinha 459 metros de extensão.

Com base nos problemas identificados, o departamento definiu a demolição e a construção de uma nova estrutura. A obra foi contratada por R$ 176,7 milhões com o Consórcio Ponte Estreito Maranhão, formado pela Construtora A. Gaspar S/A e pela Arteleste Construções Ltda.

O contrato abrange as etapas necessárias para substituir a ponte, desde a elaboração de estudos e projetos até a execução da construção. Assim, a reconstrução não se limita à demolição já realizada e inclui o desenvolvimento técnico da nova travessia.

Segundo o coronel Célio Roberto, a previsão do DNIT é que a nova ponte seja entregue até julho de 2027. O órgão também informou que a conclusão da reconstrução está prevista para 2027.



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