O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) programou para 1º de novembro de 2026 a implosão da ponte Marcelino Machado, na BR-135. A operação previa mudanças no trânsito entre São Luís e o continente.
Construída em 1960, a ponte está interditada preventivamente desde abril de 2026, após a identificação de problemas estruturais. Segundo o DNIT, a avaliação apontou danos em componentes de concreto e sinais de corrosão.
Mais de 100 famílias que vivem perto da estrutura seriam retiradas temporariamente de suas casas. A Defesa Civil Estadual participou da preparação dos moradores para a operação.

A ponte integra uma das principais ligações de São Luís com o restante do continente. A reconstrução, orçada em R$ 176,7 milhões, tem previsão de conclusão em 2027.
Bloqueios na BR-135 e retirada temporária de moradores
Para a operação de implosão da ponte Marcelino Machado, estavam previstos bloqueios na BR-135 entre 10h e 16h de 1º de novembro. Os pontos de interdição ficariam no quilômetro 22, na saída de São Luís, e no quilômetro 40, em Bacabeira.
Segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), a ponte no sentido de saída da capital continuaria funcionando após a implosão. O órgão também informou que não haveria sistema de pare e siga durante a reconstrução.
A retirada dos moradores da área próxima à estrutura começaria às 8h, e mais de 100 famílias passariam o dia em uma quadra de esportes no bairro da Estiva, na zona rural de São Luís. Pulseiras facilitariam o acesso ao local, onde também seria oferecida alimentação.
A Defesa Civil orientou os moradores e informou que o retorno às casas dependeria de uma nova vistoria. Para apoiar a segurança da operação, equipes também fizeram ajustes para desviar a rede de energia que passa ao lado da ponte, enquanto a Defesa Civil Estadual enviaria alertas por SMS; o cadastro para recebê-los podia ser feito pelo envio do CEP ao número 40199.
Interdição da ponte e plano de reconstrução
Na avaliação técnica do DNIT, a estrutura apresentava deslocamento de blocos de concreto e corrosão da camisa metálica. Esses problemas foram apontados entre as condições que motivaram a implosão e a reconstrução da ponte.
O órgão também identificou fissuras em grau elevado, armaduras intensamente expostas e oxidadas e perda de rigidez estrutural. Os danos indicavam comprometimento de diferentes componentes da ponte Marcelino Machado.
O DNIT previa executar a reconstrução de forma controlada e gradual ao longo dos meses seguintes à operação. O planejamento buscava evitar que os trabalhos comprometessem a estrutura que permaneceria em funcionamento.


