O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) participou da assinatura da ordem de serviço para restaurar um casarão que ampliará o Museu da Gastronomia Maranhense, em São Luís. Segundo o órgão, a cerimônia marcou o início das obras.
O imóvel será integrado ao museu como anexo e faz parte de uma iniciativa do Novo PAC. A obra foi viabilizada por meio de um termo de compromisso entre o Iphan e a Fundação Municipal de Patrimônio Histórico (Fumph), com participação do Município de São Luís.
Localizado na rua de Nazaré, também chamada rua Joaquim Távora, no Centro Histórico da capital maranhense, o casarão recebeu a assinatura da ordem de serviço em 4 de agosto. A solenidade ocorreu na Praça da Criança, conhecida como Praça do Reggae.

A restauração busca preservar os elementos originais do sobrado e adaptar os espaços para uso contemporâneo. O projeto prevê que o anexo abrigue atividades administrativas, educativas, culturais e de qualificação profissional ligadas ao turismo.
Obras no casarão e recursos do Novo PAC
Segundo o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a restauração de casarão em São Luís recebeu investimento de R$ 5.268.956,18. O valor foi destinado às obras de requalificação e restauração do imóvel por meio do Novo PAC.
O prazo estimado para a execução das intervenções é de 360 dias, conforme informou o Iphan. A previsão se refere ao período de realização das obras no casarão.
Os recursos foram destinados por meio de um Termo de Compromisso firmado entre o Iphan e a Fundação Municipal de Patrimônio Histórico (Fumph), com participação do Município de São Luís. O instrumento formaliza a destinação do investimento para a obra.
Preservação do patrimônio e integração ao museu
O sobrado está dentro do perímetro tombado do Conjunto Arquitetônico e Paisagístico da Cidade de São Luís, protegido pelo Iphan desde 1974. A condição de bem tombado orienta a intervenção no imóvel.
A edificação também integra o conjunto protegido pelo Governo do Estado do Maranhão e está na área reconhecida pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) como Patrimônio Mundial desde 1997. O casarão, portanto, está abrangido por proteções em diferentes esferas.
De acordo com o Iphan, o projeto foi elaborado para recuperar a integridade arquitetônica do sobrado e conservar ao máximo seus elementos originais. A proposta segue princípios técnicos de restauração e prevê adaptações para o uso contemporâneo do imóvel, que será anexo do Museu da Gastronomia Maranhense.


