A campanha de Lula em São Luís teve uma caminhada no Centro Histórico em 20 de outubro de 2026, cinco dias antes do segundo turno da eleição presidencial. Durante a agenda, o presidente também falou sobre propostas para dívidas, jornada de trabalho e transporte público.
O registro da agenda divulgado em 20 de outubro informa que a mobilização começou no Largo do Carmo e reuniu apoiadores. Na entrevista concedida na capital maranhense, Lula também afirmou que pediria à Justiça a abertura de seus sigilos bancário e telefônico.
O ato ocorreu em São Luís e contou com lideranças políticas nacionais e estaduais, entre elas o governador do Maranhão, Carlos Brandão, e a deputada federal Sônia Guajajara. No início da tarde, Lula visitou o ex-presidente José Sarney na capital.

A passagem pelo Maranhão combinou mobilização eleitoral e anúncios apresentados pelo candidato à reeleição. A agenda incluiu o pedido de votos no estado, declarações sobre a disputa com Flávio Bolsonaro e propostas que, segundo Lula, ainda dependeriam dos procedimentos legais necessários.
Caminhada no Centro Histórico reuniu apoiadores e lideranças
A organização marcou a concentração para as 9h e previu o início da caminhada por volta das 11h. O percurso incluía a Rua Magalhães de Almeida e a região do João Paulo II.
O formato escolhido para a mobilização foi diferente de um comício tradicional: Lula deveria percorrer parte do trajeto em um veículo e conversar com apoiadores usando um microfone. Segundo o vice-governador Felipe Camarão, a opção pela caminhada ocorreu a pedido do presidente.
A definição do Centro Histórico levou em conta aspectos de segurança presidencial, logística e possíveis efeitos no trânsito. A organização também avaliou a Cidade Operária e o João Paulo antes de escolher o local para o ato.
Além das lideranças já mencionadas na agenda, participaram o ex-prefeito do Recife João Campos, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, o senador eleito André Fufuca e a senadora Eliziane Gama. Também estiveram presentes o vice-governador Felipe Camarão, o deputado federal eleito Rubens Pereira Júnior e a deputada estadual eleita Cricielle Muniz.
Lula pediu votos no Maranhão e falou sobre abertura de sigilos
Na entrevista em São Luís, Lula afirmou que seus advogados apresentariam à Justiça um pedido para autorizar a divulgação de seus sigilos bancário e telefônico. Ele desafiou o adversário no segundo turno, o senador Flávio Bolsonaro, a permitir a mesma abertura para informações de pessoa física e jurídica.
O presidente disse que a autorização também abrangeria os dados de seus filhos e da primeira-dama, Janja, e cobrou que Flávio estendesse a medida aos familiares. A formalização efetiva do pedido, porém, ainda dependia de confirmação, segundo o registro da entrevista.
Na campanha de Lula em São Luís, o candidato também pediu mais votos aos eleitores do Maranhão e afirmou ser grato pelo apoio recebido no estado em eleições anteriores. Ele disse que buscava uma “virada necessária” para vencer a disputa presidencial.
Lula comparou os investimentos federais no Maranhão durante governos petistas com os períodos das administrações de Michel Temer e Jair Bolsonaro. Segundo ele, investimentos realizados nos governos do PT, incluindo os de Lula e Dilma, não tiveram continuidade sob os adversários; também afirmou que a manutenção de programas sociais, como o Bolsa Família, dependia do resultado eleitoral.
Propostas anunciadas tratam de dívidas, jornada e transporte público
Lula afirmou que uma lei relacionada ao perdão de dívidas inscritas na dívida ativa da União seria sancionada em 21 de outubro. Segundo o presidente, a medida poderia alcançar cerca de 4 milhões de pessoas e permitir que limpassem o nome no Serasa.
O candidato apresentou a iniciativa como uma anistia para pessoas com débitos inscritos na dívida ativa federal. A sanção da lei era uma etapa prevista para a proposta, que, conforme Lula, permitiria aos beneficiados começar uma nova vida financeira.
Sobre as relações de trabalho, o presidente anunciou que pretendia encaminhar ao Congresso Nacional uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para reduzir a jornada e acabar com a escala 6×1, em que se trabalha seis dias e se descansa um. Ele disse que a intenção era garantir mais um dia de folga aos trabalhadores a partir do ano seguinte.
Lula também mencionou transporte público gratuito aos sábados e domingos, para que a população pudesse se deslocar nesses dias. As medidas foram apresentadas durante a agenda eleitoral e, conforme a referência, dependiam dos procedimentos legais necessários para serem implementadas.


